21/10/21

Bruno Faustino: “Aguardo superar o destino migratório da minha família”

 Educador social de Burela trabalha com famílias e menores em risco de exclusão na localidade de Sigüenza (Guadalajara)

Noemy Cardoso dos Reis Borges

Bruno Faustino nas aulas de alfabetização digital para pessoas 
adultas


Bruno Faustino (Burela; 1988) é graduado em Educação Social pela Universidade de Santiago de Compostela. O que tem sido presidente da entidade nacional galega de Altair Galiza (de 2012 a 2017) e coordenador em Burela (entre 2011 e  2018) da sua filial, Chao de Castro, é o responsável de um programa de inclusão da Junta de Comunidades de Castilla la Mancha. Em coordenação com os serviços sociais do município de Sigüenza, atende menores e famílias em situação de exclusão social. Em vista de que uma das suas metas é conseguir um trabalho na nossa terra, continua alargando o seu curriculum com novos títulos como o do Mestrado de Professorado de Educação Secundária ou o Mestrado em Educação e TIC (na Universitat Oberta de Catalunya) que o capacitem para ser professor especializado para gerir e criar espaços de aprendizagem em linha. Com esta entrevista, reforçamos os vínculos entre a Galiza e Cabo Verde.

 

 

O nosso interlocutor é migrante entre migrantes. A circulação discorre pelo mesmo itinerário, mas em sentido contrário: da Mancha para a Galiza e da Galiza para a Mancha.

 

Sou filho de uma família que durante gerações emigrou na procura de novas oportunidades. Por motivos laborais. A minha mãe, Alfonsa Durán, nasceu na Estremadura, mas foi criada em Palencia e Madrid; meu pai, Gaspar Faustino, é nascido em Ciudad Real. Vieram à Marinha para trabalhar na fábrica de "Alúmina Alumínio" (Hoje Alcoa). Antes disso já tinham desenvolvido um longo percurso migratório por Castela, as Astúrias, Andaluzia, Ceuta e as Ilhas Canárias.

 

O Faustino, que também pode ser nome, neste caso é apelido. Qual é a sua origem?

 

A  origem da saga dos Faustino está em Portugal. O meu bisavô era português, como reflete a certidão de nascimento do meu avô, Ceferino Faustino, no apartado de dados referentes a seu pai. Segundo as minhas últimas pesquisas apoiadas no Árquivo da Universidade de Coimbra, o meu “devanceiro” Gaspar Faustino Grangeia nasce no lugar da Camarneira, freguesia de Covões no concelho Cantanhede (no distrito de Coimbra). Na procura das origens do meu apelido patronímico descobri que levamos o apelido de uma mulher, a Rosa Faustino, que teve um filho de solteira, o meu trisavô António Faustino. Além disto, devido à emigração secular da família, venho de descobrir recentemente que a genealogia dos Faustino, além de na Espanha e na Galiza, está estendida e presente por outros países como Portugal e o Brasil. Pendente tenho de localizar algum parente que provavelmente viva no distrito de Coimbra (Portugal) ou São Paulo (Brasil). O resto, os não portugueses, são da Estremadura e de Ciudad Real. Embora as minhas raízes sejam na metade estremenhas, um quarto portuguesas e outro quarto manchegas, eu sinto-me identitária, cultural e  integralmente galego e filho desta cultura milenária. 

 

Toda a base da sua educação formal foi realizada na Marinha?

 

Fiz a educação infantil no “parvulário” de Burela. Foram anos felizes! Após os seis cursos de Ensino Primário noutra das escolas da localidade, cursei o Ensino Secundário Obrigatório nos IES Perdouro e Monte Castelo. Os da adolescência foram para mim anos turbulentos e uma rebeldia auto afirmativa e sem causa levou-me a perder dois cursos. Procurei outra via para obter o título de ESO através do Ensino Secundário para Pessoas Adultas, com bons resultados, e  retornei ao IES Perdouro para realizar o Bacharelato de Humanidades, perante o assombro de alguns docentes que não acreditavam muito em mim. Superada a Prova de Acesso à Universidade,  ingressei na Diplomatura de Educação Social. Quando terminei a diplomatura, a seguir, valorei continuar os estudos cursando o Grau em Mestre de Educação Infantil mas, finalmente, decidi fazer um curso de adaptação ao Grau na mesma especialidade (a da Educação Social).

 

Da etapa de estudante em Compostela é a entrada no voluntariado através de Altair.

 

No ano 2011 conheci o professor Elias Feijó e participei na fundação de um movimento internacional de voluntariado em educação nos tempos livres denominado Altair. Essa aventura levou-me à Ilha de São Vicente (Cabo Verde) e na cidade do Mindelo colaborei com jovens interessados em formar um agrupamento educativo Altair. Assim nasceram Monte Cara-Altair (em Cabo Verde), hoje Estrelas Altair, e Chao de Castro-Altair (em Burela), agrupamento hoje inativo, e, depois em Santiago, Seteportas Altair. Também participei na fundação da Escola de Educação nos Tempos Livres Altair destinada a lecionar cursos de monitorado e direção nos tempos livres.

 

O que faz agora Altair?

 

 Uma vez consolidado o agrupamento de Santiago, estamos imersos na criação dum novo agrupamento na Corunha, o Farobrigantium Altair. O meu grande sonho é a reativação do agrupamento de Burela ou a fundação dum novo para a Marinha -por isso estamos na procura de voluntari@s- e proximamente lançaremos um curso de monitorado para pessoas que queiram fazer parte da associação. É da minha gente da Altair de quem eu tenho aprendido algumas das coisas mais importantes para a vida.  

 

É uma etapa de combinação da formação teórica com o exercício prático no dia a dia e nos acampamentos.

 

Desde o ano 2011, sem contarmos os de Seteportas, organizamos em Chao de Castro-Altair mais de 25 acampamentos com crianças de entre 8 e 18 anos. Tive a imensa sorte de estar em todos e inclusive nalgum de Seteportas-Altair como o de este verão em Portocelo (Xove). Além disso, na escola foram 8 edições do curso de monitoria e mesmo uma do de direções. Participei como docente, responsável de práticas do alunado e cumprindo funções de gestão desde a secretaria da escola. E nisso, desde a distância, continuamos atualmente!

 

Com esta formação académica recebida na USC e complementar em Altair, não terá sido difícil a entrada no mundo laboral.

 

Não foi um percurso bucólico. Para além de trabalhos pontuais e díspares como o de colocar pão de forma nas embalagens ou ajudante de montagem em gravações de vídeos musicais ou jardineiro, tive alguns trabalhos mais relacionados com a minha formação, dentro do âmbito dos serviços à comunidade. Fui professor de reforço e técnicas de estudo, monitor do programa Sempre en Activo da Deputación de Lugo para a alfabetização digital e o envelhecimento ativo de pessoas maiores e monitor de noite e de fim de semana na Asociación de Axuda ao Enfermo Mental "A Mariña”. No ano 2018 fiquei no desemprego.

 

Como consequência do desemprego, pensou na possibilidade de emigrar, neste caso a um lugar em que estão parte das suas raízes.

 

Uma vez que se aposentaram, em 2012 meus pais retornaram a Guadalajara (onde está instalada hoje a maior parte da família) e ofereceram-nos provar sorte ali. Desta forma, reproduzindo a nossa história migratória, decidimos migrar. Em julho desse ano 2018, um mês depois de chegarmos, chamaram-me para trabalhar na ONG Accem como Educador Social; desde esse momento trabalho para essa entidade. Participei em PAHI, um programa de ajuda humanitária a pessoas que chegam à península de forma irregular -em embarcações ou cruzando a fronteira de Ceuta e Melilha-; posteriormente fui técnico de SAT, o serviço de acolhimento temporário que trabalha com emigrantes solicitantes de proteção internacional -aqueles que são fugidos do seu país porque a sua vida corre perigo por motivos políticos, religiosos, étnicos ou de orientação sexual-; trabalhei num Centro de Menores com jovens não acompanhados (MENA’S); e participei na criação de um centro juvenil em Brihuega. Desde o ano 2020 sou o responsável de um programa de inclusão da Junta de Comunidades de Castilla la Mancha que gere a entidade na localidade de Sigüenza. Em coordenação com os serviços sociais do município, trabalho com menores e famílias em situação de exclusão social.    

 

O retorno à Galiza está num horizonte mais ou menos próximo?

 

A meio prazo, o meu objetivo é continuar com a formação e preparar oposições para professor do Ensino Secundário. Isto está dentro  de uma estratégia que eu denomino "o caminho de regresso". Quero retornar à Galiza, que é de onde eu sou e onde quero viver, interpretando em positivo o "aqui nasci e morrerei" que dizia o Sacristão de Basão, tema dos Rastreros que popularizou o Xabarín na minha infância. No ano 2023 apresentar-me-ei às provas e aguardo alcançar a meta: superar o destino migratório assentado historicamente na minha família.
O nosso entrevistado num acampamento de Altair

19/10/21

TELECOMUNICADOR MODELO BURELA



Engenheiro Héctor Canto colabora com os Faladoiros de Vigo
 

Xoel Iglesias 


Héctor Canto no Castro de Tronha, em Ponteareias


Héctor Canto (Canárias; 1985) é Engenheiro em Telecomunicações pela Universidade de Vigo. Como profissional exerceu na última década e meia em diversas companhias do âmbito das start-ups e scale-ups em vários setores incluindo formação em linha, vídeo, alimentação, Smart Cities e cibersegurança; e mais recentemente vídeo na indústria automobilística. 

Especializou-se no lado do Backend da Engenharia de Software, com especial foco na arquitetura de Software na "nuvem". Como divulgador e formador, participou em repetidas ocasiões nos encontros da Associação Python Barcelona e na convenção anual PyConEs da Python Espanha. Há uns meses, incorporou-se como professor de Desenho de Sistemas de Software na associação La Compiladora. Nós conversamos com ele a respeito do seu perfil linguístico, do Modelo Burela e dos Faladoiros de Vigo



Qual é o seu perfil linguístico da infância e a mocidade ? Neofalante ou paleofalante?

Sou paleofalante. Embora tenha nascido na emigração (nas Ilhas Canárias), em casa aprendi galego como primeira língua. Os meus avós eram todos labregos, residentes na comarca da Terra Chã, com formação básica, salvo um que não sabia ler. Os meus pais -ele camareiro e ela enfermeira- também se criaram naquela área, mas meu pai marcharia para Madrid e depois -já casados- foram ambos para Tenerife. Ali passaram 6 anos e nasci eu. Quando cumpri os 3, retornamos: para Cangas de Foz, primeiro; e para Burela, definitivamente. Só um ano depois, nasceu o meu irmão. Suponho que a criação do Hospital de Burela (por volta de 1987) teve uma influência importante ao conseguir a minha mãe emprego nele.

Em que momento abraçou o estudo da Língua portuguesa?

Estudei português padrão a partir dos 16 anos. Não recordo bem se em quarto de ESO ou em primeiro de Bacharelato. Foi um pouco ao tomar consciência política, numa época em que houve várias mudanças legislativas na educação como foram a LOU e a LOE e muita atividade em oposição à guerra do Iraque, onde Espanha participava ativamente. A partir daí, um reflexiona também acerca da situação política mais próxima, polo que aprender português fazia sentido para conhecer melhor a língua própria.

Nesta altura da sua vida, em quantas línguas se desenvolve com fluência?

Desenvolvo-me normalmente em três idiomas: galego-português, espanhol e inglês, e posso entender com limitações catalão, italiano e francês.

O Engenheiro Canto Veiga é um exemplo ideal do cosmopolitismo Modelo Burela. Qual é a sua opinião a respeito desta iniciativa?

Acho muito interessante pôr em valor a aprendizagem da língua própria, e demonstrar que isso não é limitante para aprender outras; é a via para aprender melhor as segundas e terceiras línguas. No caso concreto de Burela, manter o natural -a imersão linguística em galego- abre portas para aprender a norma internacional do galego e mais idiomas românicos como o francês ou o italiano, e exercita a mente para aprender qualquer outra, tipicamente o inglês. Aliás, ajudar os novos burelãos a entrar no galego é a maneira perfeita de os acolher e de compartilharmos a cultura da nossa vila.

Colabora com alguma entidade social que promova o nosso idioma?


Sim, colaboro com a associação Faladoiros, que promove encontros presenciais ou virtuais para possibilitar que qualquer um tenha um espaço onde poder expressar-se em galego.

Os Faladoiros foi uma iniciativa de ativistas e professores da cidade de Vigo e a sua área geográfica. Algumas dessas pessoas são velhas conhecidas e não tardaram em contactar comigo quando a ideia já estava madura. Chegaram à conclusão de que uma das deficiências mais evidentes nas grandes cidades era que quem queria viver em galego -quer como iniciantes, quer como falantes habituais- não tinha um espaço onde o praticar. Nasceu assim esta iniciativa de apoio a galego-falantes de todo tipo.

Esses Faladoiros surgiram antes da pandemia. Como se adaptaram após março de 2020?

No formato inicial eram encontros presenciais. Para controlarmos a pandemia, migraram para o virtual e isso alargou a área de alcance e a tipologia de público interessado. Aos grupos anteriores acrescentamos: galegos e galegas da diáspora -de primeira, segunda e terceira gerações- que conheciam o nosso idioma; estudantes não galegos na etapa universitária (em período de Erasmus, doutorandos e estudantes de línguas romances).

Imaginamos que a contribuição de Héctor Canto esteve relacionada com a disponibilização de ferramentas tecnológicas.

Sim. Eu participei especialmente na parte virtual, ajudando a utilizar a tecnologia: propus a plataforma que usamos, elaborei um guia e ajudei nos primeiros passos dos anfitriões de cada sessão. Além disso, participo numa sessão cada quinze dias (normalmente temos duas sessões semanais e pensamos em aumentar a três ou quatro, dada a afluência). Gostamos de ter grupos pequenos, mais participativos.


O nosso entrevistado num Faladoiro Virtual com gente de Bruxelas, São Paulo, Vigo e Argentina.


24/06/21

Avelino Díaz: unha voz da identidade galega en América


SELECCIÓN DE POEMAS

ANTONTE

Antonte, nos comezos da alborada,

Depois de longa noite de negrura,

amostraches a Deus a fermosura

de brillantes luceiros enxoiada.


Feros ogros te tiñan maniatada

-princesa namorada e sen ventura-

E o bon Deus, ao mirarte desde a altura

Condoeuse de verte encadeada.

 

E, teimando de darche nova vida,

P’ra que foses axiña redimida

E tivesen remate as túas dores...


Un fatado che deu de precursores

Que, nobres, espallaron as ideas

De quebrarche ferrollos e cadeas



A OUTRO CREGO

A ti bo sacerdote, que es cristiano

E non fas comercio dos preceptos,

Que procuras do ben facer adeptos

Con doce e humildoso senso humano...

 

A ti, que rendes culto ao soberano

Creador, che tributo os meus afectos

Con fraterno sentir e con respectos

Porque tes un espírito franciscano.

 

A ti, que non procedes con crudeza

E demostras co nobre sinxeleza

As bondades que tivo Cristo mismo...

 

A ti, que tes a alma sen carraxes,

Eu che rindo con gozo as homenaxes

Porque sentes o don do cristianismo.




EMIGRANTES

 

Íanse como somas

Polo camiño adiante

Cos envurullos ao lombo,

Como somas que foxen de si mesmas,

Arrastre, lixadas polo amente,

Deixando somas orfas nos seus vales.

 

Íanse, pesarosos e doídos,

Á cata de vieiros novos,

En procura de novas terras

Onde afincar cos sonos e os devezos;

Ían en busca de cabana e chaila

Onde pousar, e sementar garelos

De millo novo,

Teimando rexurdir

Coas frontes enxoiadas

De farnantes suores,

Sen angustias, e libertos

Do peso abafante

Das vidas castigadas

Por Deus e polos homes sen piedade.

 

Ían á procura de horizontes

E de xanelas novas

Para poder ollar o ceo

Non sempre debruzados encima dos carolos;

Ían á procura da Liberdade,

A Xustiza, e o pan dondo

Que non tiveran na súa herdade

Desde o fondal dos séculos choídos.

 

Íanse, Pobres!, tamén sen decatarse

Que, quizá, somente toparían

As campas a rentes dos camiños,

Sen lousas, sen bitafes e sen nomes:

A morte, sen ter quen os chorase,

O derradeiro sono,

O total acougo

A o infinito silencio...

 

Sí. Todo o derradeiro. Lonxe!

E o primeiro consolo, co non ser!

GUAJIRO

 

No era suya la tierra, ni la caña,

Pues todo dependía de un colono,

Arrendatario este de un patrono:

La Company sin faz y sin entraña.

 

Aquella, que acopió mucha campaña,

Tenía en Nueva York dorado trono

Y a guajiro espoliaba con encono

Desde la urbe fantasmal y huraña.

 

Tampoco del guajiro era el bohío

Donde niguas, jejenes y e impío

Clima, lo devoraban, en concierto.

 

En tiempo de la zafra, sus peroles

Cocían el tasajo y los frijoles

Y, después, consumían tiempo muerto.


























O GALEGUISMO ADIANTE

A Irmandade Galega de Bos Aires é unha entidade composta por patriotas galegos que teiman coseguir para Galiza as liberdades e dereitos que lle son propios e precisos para o seu vivir digno e libre. É unha institución que, sen se atribuír exclusividade ao patriotismo, ten rectoría en canto ao espallamento dos ideais galeguistas e, polo tanto, asume unha categoría de dirixente cumprindo con ese deber que lle impoñen os seus mesmos ideais e os principios que deron base ao seu ser, como organismo orientador da colectividade galega da Arxentina e exemplo para outras colectividades galegas dos países americanos, tendo o seu labor tamén unha grande proxección en Galiza.

Neste sentido, nesta acción patriótica, non rexeita nin subestima a contribución das demais entidades galegas de aquí, as que -por certo- cooperan ben con ela; mantén a vinculación co Consello de Galiza, que -pola función específica que ten- abranxe unha certa potestade que non pode ser descoñecida por ningún galego que se aprecie de ser tal. Paralelamente, favorece o desenvolvemento doutras entidades novas e préstalles o seu calor para que nelas vaian xerminando as inquitudes mozas en favor da nosa Terra; tal é o caso das Mocidades Galeguistas que, desde a súa fundación, veñen dando unha actividade digna de cálido aplauso e sendo a reserva do galeguismo para o mañá.

 O galeguismo comprende en si unha doutrina e un ideal que abarcan o político, o social, o económico, o cultural, o idiomático, o racial, o histórico, o xeográfico, etc, en todo aquilo que atinxe á nosa terra e en relación cos demais pobos peninsulares e, máis alá, aínda con todos os pobos do mundo. Mais tamén hai que crear unha mística galega, algo así como un mito relixioso que por deidade a Terra e o seu Pantheos, facendo da Terra mesma unha divindade a quen render homenaxes con fervososa emoción e sentimento de firme crenza nela e nos seus destinos.

O galeguismo teima soerguer, amplificar e estender os valores espirituais e morais do noso pobo, de xeito que eles, irradiante a todos os ámbitos do mundo, sexan coñecidos e aprezados e donen a tónica do noso ser racial e nacional, así como da nosa personalidade, sendo índice da capacidade dos galegos en todas as ordes e manifestacións viventes e vixentes, do que somos, do que valemos e representamos no concerto da humanidade. Xa se ten dito e repetido: Galiza, célula universal. E engadimos: Galeguismo: universalidade que, para o ser con sentido recto, comeza na Galiza e esténdese, como idea de liberdade, ao mundo todo.

O galeguismo é liberal e democrático, limpo de noxentas concomitancias con todo aquilo que negue ou pospoña a liberdade e a democracia, non somente na Galiza, senón tamén en calquera outro país; porque a liberdade e a democracia son esencias da vida mesma, se é que os seres humanos han de vivir con dignidade como tais.

En relación con Hespaña, o galeguismo é republicano e autonomista; mais, convén declarar, para que ninguén se chame a engano, que, se se nos furtando a República, ou, cando ela retorne, dentro dela se nos nega a Autonomía, o galeguismo ten de ser separatista, pois, non ficará outra alternativa. Sáibase isto e non  se esqueza que os procesos históricos e evolutivos dos pobos non poden ser detidos; non hai que descoñecer estas cousas nin subestimalas. Alguén, con autoridade e acerto, dixo que esta é a hora dos pobos. E o pobo galego non pode estar fóra desta hora que xa está vivindo o mundo.

Os galeguistas como tais, individualmente e á marxe da institución de que formamos parte, temos absoluta liberdade para expresar os nosos pensamentos, en forma exclusivamente persoal, sobre outros temas, sen que por iso o ideal galeguista -ou a entidade que o acuvilla- se vexan comprometidos polos feitos ou palabras individuais (sempre, claro está, que non sexan indecorosos) e sempre que quen fala ou acciona o faga por el mesmo, sen atribuírse representación. Por este principio de liberdade e democracia que sustentamos na Irmandade Galega, os afiliados a ela podemos expresarnos libremente, con independencia, sobre calquera asunto, a título -repetimos- exclusivamente persoal. De non ser así, a Irmandade Galega non sería democrática nin liberal, estaría en desacordo cos principios que sustenta e cometería un atentado contra a liberdade mesma. Nin a Irmandade nin os seus afiliados estamos suxeitos a consignas que rebaixen a nosa personalidade e nos convirtan en escravos de dogmas alleos aos nosos puros sentimentos.

Isto, claro está, non autoriza ningún irmandiño a facer -ou dicir- cousas contrarias ao galeguismo, o cal -por outra banda- fica a cargo do bon senso de cada un; e todos temos a nosa responsabilidade persoal para non comprometer a da entidade.

Tampouco o dito autoriza ninguén para que, cando un membro da Irmandade, á marxe dela, emita un xuízo sobre tal ou cal tema, supoña que con el -ou por el- fala a Irmandade Galega, xa que esta fala sempre por si, por medio das súas autoridades ou das persoas que, en certos casos, exercen unha representación que lles foi conferida para fins determinados. Por outra banda, na Irmandade Galega non hai, nin pode haber, defencións. Non recuamos nin nos detemos.

A Irmandade Galega, o galeguismo en conxunto, mantén a súa liña de conduta rexa e firme, sustenta os seus ideais con claridade e non abdica dos postulados que vén defendendo desde hai moitos anos, mantén a solidariedade con todas as entidades que nos son afíns e persiste na loita contra o falanxismo hespañol, en defensa da democracia, da República e da Autonomía de Galiza. Non en valuto somos discípulos do noso inesquecido guieiro: Castelao.

(Avelino Díaz: A Nosa Terra, nº 498, outubro de 1955)

DISCURSO DE AVELINO DÍAZ NO ACTO INAUGURAL DA EXPOSICIÓN DE DOMINGO MAZA

Donas, irmáns e amigos presentes:

Xomo primeiro acto, como inicial desta Semana Galega que, en homenaxe ao espírito inmorente da patria, organizaron o Centro Ourensano e a Irmandade Galega, realizouse hoxe a abertura desta exposición de obras escultóricas dun grande artista galego, dun predilecto irmán noso que, sendo  como quen di un morgado dos deuses, ten a virtude sublime de dar vida ás cousas inanimadas e facer que elas sexan expresión acabada da arte e tamén do espírito racialmente galego, que latexa no ser do artista que, desde a lonxanía do tempo e espazo, ten presente sempre a terra en que viu a primeira raiola de luz. Nada máis xusto e ningunha enerxía mellor empregada que a xustiza e a enerxía postas de manifesto neste acto polas entidades nomeadas, ao levar a cabo esta exposición porque ela significa, ademais de benquerenza, que se lle ten ao artista, o recoñecemento dos seus méritos como tal, o desexo de que sexa gustada polos estraños e pola nosa xente a obra magnífica que sae das súas mans feita vida e verdade deslumbrante, con proxeccións de eternidade. Nada máis xusto nin erecente de louvanza que o patrocinio desta exposición, nestas horas plenas de sentimento galego en que a nosa colectividade, afervoada de patrióticas inquietudes, fai refruir a súa espiritualidade e o seu amor desde aquí á Galiza inmorrente, en lembranza das súas derradeiras virtudes.

Non entra nos meus desexos deste momento -nin é o propósito das entidades organizadoras- o facer aquí unha presentación do noso grande artista, pois iso sería tanto como presentarvos un home xa está presentado, porque onde queira que el vaia, onde queira que se mostre a súa obra, Domingo Maza é ben coñecido, xa que no ambiente artístico deste país e no seo da nosa colectividade foi sempre -e segue sendo- considerado como un dos máis destacados escultores, como artífice da beleza, como un señor dono da graza, desa graza que a Natureza somente pon nas mans duns poucos escolleitos, pra que eles a transmitan aos demais seres, arrumada polo don divino e feita raiola de luz.

Domingo Maza xa fixo ducias e ducias de exposicións das súas obras e xa ten conquistada sona e fama de grande artista. Neste sentido, unha exposición máis pouco pode representar para el. Mais neste acto, neste abrente da Semana Galega hai algo máis que o feito de expor unha obra artística: hai o feito de que, sendo Maza un artista tan noso, tan galego, un novo ensino das súas obras dónalles xerarquía aos demais actos a realizar pola nosa colectividade. Domingo Maza, como home e como artista, exprésase en galego, con fondo sentido racial, con extraordinaria sensibilidade patriana, cunha obra que xa atinxiu o meirande crédito e que claramente que o artista -sen deixar de ser universal- é fondamente galego, que a súa obra expresa rotundamente a existencia dunha arte galega e, polo tanto, que existindo unha arte galega, existe un pobo, unha raza, unha nacionalidade diferenciada, unha personalidade ben definida, no concerto das comunidades humanas. Eis a obra de Domingo Maza, eis unha arte nosa e nela unha manifestación de existencia de todo aquilo que acabo de nomear, porque Maza, coa súa dedicación artística, dá fe da realidade vivente en todas as virtudes galegas que el ten dentro de si, como unha graza dos deuses e tamén como unha graza da terra en que foi nado.

El sabe de todos os segredos para dar vida latexante a unha madeira ou bronce ou mármore e a todas as materias susceptíbeis de ser convertidos en obra de arte, perenne, duradeira, endereitada na consecución das alturas próximas aos solios das divindades inspiradoras. Non é cousa miña o xulgar as obras de Maza desde un punto de vista artístico pola miña falta de capacidade para iso; fique iso para persoas de máis claro entendimento, mais eu son un profano; mais, si, como profano quixera eu facer unha eséxese da obra de Maza, diría tan só que abonda a simple contemplación desas tallas para que os espíritos se sintan en posesión dun ledizoso acougo e para que as almas voen plenas de felicidade, satisfeitas de ter gozado a presenza da sublime beleza, que trasunta a espiritualidade do artista e a concepción que el ten da arte, en fondura e en expresividade.

Domingo Maza entra pola porta ancha de todos os centros artísticos deste país, el dialoga con todos os grandes artífices da escultura e da pintura; el é ben querido por todos os seus colegas arxentinos; ten un nome ben acreditado nos ámbitos que con xustiza poden chamarse templos das artes aquí na Arxentina. Na Galiza ténselle considerado como un fillo predilecto e un escultor de altísima xerarquía. E Domingo Maza percibe sempre, nesta nosa colectividade, o latexar do noso fraterno amor e da consideración que se lle ten, como persoa, como artista e como galego; el entra sempre pola porta grande dos nosos corazóns.

Aquí, onde aletexa o espírito do inmorrente Castelao, neste casal do Centro Ourensano, que é un casal galego no que convivimos millares de galegos; aquí nesta nova exposición das súas obras, poderemos nós preguntar primeiro e regustar despois a beleza maxestosa das súas esculturas que nos traen reminiscencias antigas, sentimento de patria e de raza, con voces ancestrais e telúricas que, xurdindo da terra matria, chegan a nós ao traveso do espírito luminoso do artista, deste artista tan noso e tan querido por nós, que case poderíamos dicir que, alen de o ser en espírito, tamén é, materialmente, carne da nosa carne e sangue do noso sangue. Aí están as efixies dos nosos patrianos, aí temos todo ese tesouro de grazas e de beleza para alegrarnos con el. Aí temos as criaturas e o seu creador. Gocemos con presenza daquelas e coa proximidade do artista, morgado de Deus e predilecto irmán noso. E que el se goce, sabéndose rodeado da nosa benquerenza e teña a satisfacción de engadir un novo loureiro aos moitos que xa ten colleitados no seu proficuo e longo camiñar polos vieiros da arte.

(A Nosa Terra, nº 480, xullo de 1951)

CARTA DE AMÉRICA

 Bos Aires, Xaneiro de 1952 e día 23

Ao Señor D. Xulio Cachafeiro

Meira -Galicia-

            Ben querido amigo:

         Chegou a min, por man de Xosé Benito, a túa carta con palabras de amizade e lembranzas de xuventude que, para min, xa é fuxida. Respondo a ela na linguaxe da terra nai, que leva o meu agarimo e os saúdos e respectos para os teus familiares e para ti.

         Compráceme que teñan chegado a ti os meus libros, que -se non son moi boa cousa- teñen ao menos a virtude de sinxeleza e son expresión do meu amor á patria galega; eles levaron consigo unha lembranza para ti co desexo de que esperten na túa alma o sentimento racial e fagan xerminar no teu espírito as nobres inquietudes para ben da nosa terra, desa terra á que eu quizais non voltarei xamais, mais que teño -e terei sempre- presente no pensamento.

            A outras persoas de Meira remeseilles esta miña mensaxe poética -os dous libros-, mais somente ti me respondiche. Penso que é certo aquilo do Evanxello: „Ninguén é profeta na terra súa“. No entanto, a xente doutras comarcas -e descoñecidas de min- tiveron palabras de agarimo para a miña modesta obra, (palabras) que deron ledicia ao meu espírito, abondo amargurado certamente, por cousas que ti poderás supoñer.

           Sigo escribindo e quizais logo chegue a publicar outros tres ou catro libros de poemas galegos. A Academia nomeoume membro correspondente; un dicionario bio-bibliográfico fai mención do meu nome e agora penso que teño de merecer eses honores e para iso farei o posíbel.

           Por hoxe nada máis. Os meus saúdos para os teus seres queridos, lembranzas aos amigos de aí e unha aperta longa e forte para ti do teu amigo dos tempos felices e de sempre.

Avelino Díaz

P.D. Non te esquezas de facer que os „peques“ aprendan e falen sempre a nosa fala.

22/03/21

DÚAS DATAS DE REFERENCIA: 8 e 21 de marzo

 Marzo ten dous días para non esquecermos.  O 8 é o día internacional das mulleres e o 21 é o día internacional contra o racismo.

Con este motivo, o Modelo Burela lembra aquelas famosas palabras de Angela Davis: "O feminismo será anti-racista ou no será". Neste sentido, facemos eco dun poema de Audre Lord, que tomamos directamente do Instituto da Mulher Negra (INMUNE).

ESTE É O VÍDEO

ESTE É O POEMA (Tomado de BAZAR DO TEMPO)

Os ventos da Orixá
Audre Lorde
(Tradução de Tatiana Nascimento)
         I
Essa terra não será sempre estrangeira.
Quantas de suas mulheres sofrem para suportar suas histórias
robustas e gritando como a terra em erupção de grãos
ou açoitadas em correntes de veludo mudas feito garrafas
mãos debatendo traços de resistência
nas costas de outrora amantes
metade da verdade
batendo no cérebro como um tubo de vapor irritado
quantas
ansiando por trabalhar ou abrir-se em fenda
para que os corpos se ventilando ao silêncio
possam planejar o próximo gesto?
Tiresias levou 500 anos, dizem, para se desenvolver mulher
ficando menor e mais escura e mais poderosa
até parecer com uma noz, ela foi dormir em uma garrafa
Tiresias levou 500 anos para se tornar mulher
Portanto, não se desespere com seus filhos.
II
Lendas impacientes falam por minha carne
mudando essas formações terrenas
espalhando-se
eu vou me tornar eu mesma
um encantamento
personagens multiformes ruidosas e escuras
saltando de volta e adiante em páginas brandas
e Mãe Iemanjá levanta os seios para começar meu parto
perto da água
a linda Oxum e eu deitamos juntas
no calor da verdade de seu corpo minha voz fica mais forte
Xangô será meu irmão rugindo para fora do mar
a terra sacode nossa escuridão avolumando um dentre o outro
ventos de alerta vão nos anunciar vivendo
feito Oyá, Oyá minha irmã minha filha
destrói a crosta das praias prontas
e o riso negro de Exu aparece na areia adormecida.
III
O coração da tradição deste país são seus homens de trigo
morrendo por dinheiro
morrendo por água por mercados por poder
sobre as proles de toda a gente
eles se sentam em suas correntes na terra seca deles
antes que caia a noite
contando causos enquanto esperam seu tempo
de terminar
esperando que os jovens possam ouvi-los
medos que sacudem a terra cobrem seus inexpressivos
[rostos cansados
muitos deles perderam a vida e as esposas
parindo
muitos deles nunca viram praias
mas no que Oiá minha irmã sai pela boca
de seus filhos e filhas contra eles
vou me avolumar das páginas de seus arautos diários
saltando para fora dos almanaques
em vez de responder a busca deles pela chuva
eles vão me ler
a nuvem negra
significando algo inteiro
e diferente.
Quando os ventos da Orixá sopram
até as raízes da grama
se apressam.
Poema “The Winds of Orisha”, traduzido por Tatiana Nascimento, do livro “From a land where other people live” (De uma terra onde outro povo vive), 1973. A obra integra a coletânea “Entre nós mesmas – Poesia reunida”, que a Bazar do Tempo lança em agosto de 2020.
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Audre Lorde foi uma importante escritora, poeta, ativista dos direitos civis, lésbica e pioneira do feminismo negro. Nasceu em 1934, em Nova York, filha de imigrantes caribenhos vindos de Barbados e Carriacou, estabelecidos no Harlem. Estudou na Hunter College, graduando-se em Biblioteconomia. Neste período, para se sustentar, trabalhou como ghost-writer, operária, assistente social e técnica de raios-x, entre outras ocupações. No ano de 1954 estudou na Universidade Nacional do México (UNAM), período crucial para sua afirmação como poeta e lésbica. De volta à Nova York, participou ativamente na cultura LGBT de Greenwhich Village e, em 1961, tornou-se mestre em Biblioteconomia pela Universidade de Columbia. Em seu trabalho, abordou questões relacionadas aos direitos civis, feminismo, racismo, opressão, fazendo uma necessária ao feminismo branco, que negligenciava as questões raciais, e ao mulherismo por este ter sido incapaz de abordar a homossexualidade feminina. Entre suas publicações ensaístas destacam-se os livros  “Sister oustider: essays and speeches”, “The cancer journals” e a autobiografia “Zami”. No campo da poesia publicou cerca de dez livros. Um de seus textos fundamentais, “Não existe hierarquia de opressão” foi publicado pela Bazar do Tempo no livro “Pensamento feminista: conceitos fundamentais”. Morreu em 1992, em decorrência de um câncer de mama.

19/03/21

20 de marzo: Día dos Medios en Galego

 


Este sábado 20 de marzo, dende a Asociación de Medios en Galego (AMEGA) celebramos o Día dos Medios en Galego. Facémolo coa retransmisión, en streaming, do programa, a modo “Late Night”, que tivo que ser aprazado o 7 de febreiro (a data oficial, aprobada no Parlamento de Galicia, conmemora a saída do primeiro xornal en galego, O Tío Marcos d’Portela, aló polo 1876) polas restricións sanitarias.

A Casa Museo de Rosalía acollerá a emisión dun programa especial presentado por Federico Pérez Rey, unha das caras máis visibles do audiovisual galego, que estará acompañado pola música en directo dunha banda formada por Iván Barreiro, á guitarra; Carlos Arévalo, á batería; e Ale Casquero aos teclados.

 Será unha festa da lingua, con entrevistas, sketches, o nacemento dun novo proxecto, así como singulares sorpresas que demostrarán o papel fundamental do galego como principal motor da comunicación no noso país.

 O programa será retransmitido en directo nas nosas canles de Youtube, Facebook e Twitch. Ademais, tamén se emitirá o domingo ás 21:30h en NósTelevisión e o luns ás 18:00h en todas as emisoras municipais galegas da rede de Radiofusión. O evento conta coa colaboración da Secretaría Xeral de Política Lingüística e a Deputación da Coruña, ademais do apoio da Casa Rosalía.

 140 medios #engalego

 A cita será unha festa para os máis de 140 medios que a día de hoxe comunicamos na nosa lingua activos este marzo 2021: 40 Nordés, 5FM, A Cuarta Parede, A Louriña, A Nosa Terra, A Movida Vigo, A Nova Peneira, A que cheira papá, A Trabe de Ouro, A viñeta de Schordinger, A Voz de Vilalba, Ábretedeorellas, Adiante.gal, Agora.gal (próxima apertura), AmariñaXa, AMSGO!, Ames Radio, As Nosas, Badal Novas, Balea, Barrios, Biosbardia, Caleidoscopica Revista, Campo Galego, Canal Barbanza, Canal Rias Baixas, Canle Ribeira Sacra, Canto Ghalpón, Cerna Revista, Cerne, Código Cero, Comarcasnarede, Coralia, Crónica 3, Crónicas da comarca, CUAC FM, CulturaGalega, Diario Liberdade, Diario do Támega, Dende a Limia, Disquecool, DZ Dixital, Ecos da Comarca, En Común, Entre Nós, Erregueté, Fervenzas Literarias, Galicia Cinexética, Galicia Confidencial, GalizaLivre, GCiencia, Grial, GZmusica, Historia de Galicia, Inviable Revista, Irimia, Kallaikia, Lalín e Comarca, Lindeiros, Lugo Xornal, Luzes, Mallando no Android, Mazarelos, Nós Diario, Nós Televisión, Nova Fantasía, Novas da Galiza, Novas de Turonio, Novas do Eixo Atlántico, O Barbanza, O Dez, O Farelo, Ollaparo, O Papagaio, O Rosaleiro, O Sil.info, Orgullo Galego, Palavra Comun, Ponte nas ondas, Pontevedraviva, Portal Galego da Lingua, Praza Pública, Primeira Noticia, Proxecto Neo, Que pasa na Costa, Radio Allariz, Radio Arzúa, Radio As Nogais, Radio Burela, Radio Caldas, Radio Cerceda, Radio Culleredo, Radio Estrada, Radio Eume, Radio Fene, Radio Foz, Radio Galega, Radio Lalín, Radio Melide, Radio Negreira, radiNeria, Radio Nordés - Cadena Ser, Radio Oleiros, Radio Ordes, Radio Piratona, Radio Quiroga, Radio Redondela, Radio Roncudo, Radio Salnés (Cambados), Radio Tui, Radio Valga, Radio Valladares, Radio Xallas, Radiofusión, Revista Feminista Andaina, Revista Feminista Revirada, Revista Morcego, Revista Nalgures, Revista Pincha, Sprintmotor, Sondolouro, SurfGZ, Televinte Chantada, Televisión de Galicia, Tempos Novos, Teo Vivo, TerrachaXa, Vaca Pinta, Vinte, Xarda, Xornal de Betanzos, Xornal 21, Xornal de Lemos, Xornal da Mariña, Xornal de Vigo e Zona Press 

A AMEGA está formada a día de hoxe por 40 medios. 

 Toda a información en https://mediosengalego.gal

09/02/21

A MÚSICA AO "SON de Nós" EN RADIO FUSIÓN

 

Esta semana do 8 de febreiro comeza en Radio Fusión cos ritmos variados do "Son de Nós", un dos programas musicais da cadea de emisoras municipais galegas. Recibimos con enorme alegría o esforzo vertebrador da iniciativa: pola abertura a novas voces en tarefas de selección das músicas, pola pluralidade xeográfica que representan e mesmo pola atención ás diferentes faixas de idade.

Unha das novas voces é a Nilce Costa, a xornalista brasileira que -xunto con Christian Salles- produce e realiza o programa Os Contrabandistas, emitido na Rádio Metropolitana Porto. Con Nilce Costa colaboran tamén na locución dúas persoas vinculadas aos programas radiofónicos do Modelo Burela: Quique Roxíos e Andrea Ferrer. Pola súa parte, en representación dos Faladoiros de Vigo, participa o profesor e músico Xurxo Novoa Martins

Xa no plano profesional, o Son de Nós está vertebrado polas voces de Pablo Chichas (de Radio Estrada), Lorena Otero (de Radio Redondela), Xosé Montero (de Radio Eume) e Henrique Sanfiz (Radio Fene).  

24/01/21

Mestrado de Educación Intercultural

Alejandro Ramos en plena xornada de teletraballo con estudantado de ESO, Bacharelato e Ciclos Formativos dos centros de ensino de Asturias



Alejandro Ramos

Estou moi contento de comezar as miñas prácticas do Mestrado Eurolatinoamericano de Educación Intercultural (UNED) na Asociación Modelo Burela.

Que mellor sitio que no meu pobo para poder aplicar todas as estrategias e recursos aprendidos nestes anos! Estou moi feliz por poder compartir intervencións sociais e educativas con persoas que me formaron academicamente e agora como profesional.

Ademais, é un enorme orgullo poder mostrar o inmenso labor realizado polo Modelo Burela ao resto do mundo. Moitas veces non valoramos o que temos no noso contexto, mais sí o fan outras persoas que o ven desde fóra. Burela é un lugar diverso, intercultural, cheo de grandes oportunidades educativas e sociais, das que todas e todos podemos aprender.

O Modelo Burela loita cada día por poder promover unha transformación social no camiño dunha forma de vida solidaria, tolerante, intercultural, diversa e respetuosa. Que casualidade que estes valores sexan tamén compartidos e buscados por Branque Asociación Cultural. Ou quizás non sexa tanta casualidade.

Grazas, Modelo Burela.

08/01/21

ESPECIAL RICARDO CARVALHO CALERO (PROGRAMA EXPANSIVO)

 

 O listado completo de centros participantes e todos os arquivos sonoros estám NESTA ENTRADA.

 MÚSICA DA CABECEIRA 

A ESTA HORA COMEÇA

ESPECIAL CARVALHO CALERO

Um programa de didática expansiva

produzido polo IES do Milladoiro

com a colaboraçom doutras trinta comunidades educativas

repartidas por toda a geografia galega

MÚSICA DA CABECEIRA

 

 

LOC: Olá, olá, olá Bem-vindas, bem-vindos a este programa Especial Ricardo Carvalho Calero. Em nome de toda a equipa que o faz possível, recibide o saúdo de Bernardo Penabade, do Instituto Perdouro; e de Matias Nicieza, aos mandos da nave em Rádio Burela. 

MÚSICA da CAB.

 

 

LOC: Nos seguintes minutos, faremos animaçom à leitura tomando como base a obra do escritor a quem dedicamos a celebraçom das Letras Galegas. Teremos ocasiom de ouvir recitados de poesia, fragmentos de artigos de jornal ou de ensaios, episódios narrativos e mesmo teatro radiado. A meta fundamental é: 1) dar voz a todas as comunidades educativas;  e 2) ter umha representaçom de todos os géneros cultivados polo escritor nascido na cidade de Ferrol.

MÚSICA CABECEIRA

 

 

LOC: Depois desta música, começamos. E começamos pola casa, polo IES Perdouro, onde secundamos a chamada que nos chegou desde o Milladoiro, às portas de Compostela.

Abrimos o programa com esta chamada à coerência, que ouvimos na voz da nossa companheira Noémy Cardoso, que nos traz a sonoridade da nossa língua com sotaque do Atlántico africano.

ÁUDIO1

NOEMI CARDOSO (ENSAIO)

 

LOC: Do ensaio passamos à poesia. E de Burela viajamos à Guarda. A primeira mostra da poesia de Carvalho Calero chega-nos do Instituto da Sangrinha. MANS é o título do poema.

ÁUDIO2

POEMA 3 (1:07)

 

LOC: Continuamos com recitado de poesia, desta vez com umha voz mui jovem que nos chega desde o Instituto da Ponte Pedrinha, em Santiago de Compostela: “Enviarei-che umha cançom”.

ÁUDIO3

PONTE PEDRINHA (0:26)

 

LOC: Da Ponte Pedrinha compostelana, viajamos a Baio -no Concelho de Sás-, para desfolharmos a eterna margarida.

ÁUDIO4

BAIO  (0:21)

 

LOC: A vida de Carvalho Calero estivo marcada pola orfandade pola via materna. Agora mesmo escuitamos o recitado dum poema em que a mãe ainda estava viva. O recitado é dunha massa coral do IES do Milhadoiro.

ÁUDIO5

POESIA MILHADOIRO 22 ( )

 

LOC: Consumada a orfandade, o sentimento de madurar prematuramente e à força está presente neste poema que nos recita o galego-brasileiro Thiago da Silva, desde o Instituto Isidro Parga Pondal de CARVALHO.

ÁUDIO6

PARGA PONDAL 9 (0:21)

 

LOC: Finalizamos este primeiro bloco em GINZO da LÍMIA, con outro coro de vozes que dam passo à música dos Clásicos Libres, a banda ganhadora do certame Musicando Carvalho Calero.

ÁUDIO7

GINZO 1:  (os primeiros vinte segundos)

MÚSICA 1

https://www.youtube.com/watch?v=szASCsHN19I

 

LOC: Entramos agora na etapa dos estudos na Universidade de Santiago de Compostela. Recordam-no-lo desde o Instituto Pedra da Águia de Camarinhas:

ÁUDIO8

Camarinhas: 2 4

 

LOC: No Seminario de Estudos Galegos, Carvalho consolidou o uso da língua galega. Ouvimo-lo em “Língua matricial” e “língua filial”. A voz é do Instituto Xelmírez 2 de Santiago.

ÁUDIO9

ENSAIO 12: (0:55)

 

LOC: No mesmo Seminario de Estudos Galegos, reafirmou as ideias reintegracionistas que conhecera sendo neno em Ferrol, através do seu professor Nicolás Garcia Pereira. // Massa coral do Instituto Marco de Cambalhom de Vila de Cruzes.

ÁUDIO10

Ensaio 14: (2)

 

LOC: Em resumo, como nos recordam do IES de ARÇUA, Ricardo Carvalho Calero -neofalante de Ferrol- defendia: 1) a fala e a escrita em galego; e 2) Em bom galego.

ÁUDIO11

IES de ARÇUA: 12 (1:18)

 

LOC: Depois destes fragmentos de ensaio, recuperamos a poesia. Fazemo-lo com umha singular cantiga de amigo, que faz ponte entre o século XII e o final do século XX. O recitado chega do Insituto Aquis Celenis, de Caldas.

 

Poesia 24 (1:52)

ÁUDIO12

LOC: Subimos de Caldas e cruzamos o país para chegarmos à localidade de partida: o Monte Castelo de Burela. Desde esse Monte, Nausica  é capaz de albiscar a Ilha de Avalon.

 

BURELA (Só até 0:40)

ÁUDIO13

LOC: Talvez ali em Avalon tenhamos a fortuna de dialogar com o  infortunado Tristán, do que andam à busca no Instituto Xelmírez I.

 

XELMÍREZ: 32

ÁUDIO14

LOC: Localizado Tristán, encerramos este segundo bloco de poesia em conversa com “Maria Silêncio”, a quem localizamos no Monte das Moas, na Corunha.

 

POESIA 7 (1:11)

MÚSICA 2

https://www.youtube.com/watch?v=PFPOoPJzZcM

 

LOC: “Maria Silêncio”. Primeiro na voz do alunado do Monte das Moas e agora mesmo na música da angolana Aline Frazão.

 

LOC: Retomamos agora o cultivo da prosa. Antes de mais nada cun texto ensaístico: o prólogo da História da Literatura Galega Contemporánea. IES Nº 1 de RIBEIRA:

ÁUDIO15

PROSA NOM LIT: 1 (1:50)

 

LOC: Continuamos com este outro fragmento que nos enviarom desde o Instituto do Milhadoiro.

ÁUDIO16

PROSA NL: 4 (0:54)

 

LOC: Depois de nos adentrarmos na crítica literária, agora vemos umhas mostras da narrativa do próprio Carvalho Calero: “As pitas baixo a choiva”.

ÁUDIO17

NARRATIVA: (2:55)

 

LOC: Agora é o momento da Gente da Barreira. Abrimos o primeiro romance da posguerra, com a leitura que nos enviarom desde o Instituto de Negreira:

ÁUDIO18

GENTE 1: 5 (0:50)

 

LOC: De Negreira passamos a Noia, com a gente da Barreira como acompanhantes.

ÁUDIO19

GENTE 3: (0:40)

 

A gente da Barreira viaja agora a Cacheiras.

ÁUDIO20

GENTE  11: DE 1:02 a 1:31

 

LOC: Deixamos a gente da Barreira papando umhas tortilhas em Cacheiras e passamos agora a umha panorámica do Scórpio. Som as leituras dos Institutos Xelmírez 1 e Pedra da Águia.

ÁUDIOS 21 e 22

XELMIREZ 2: (1:25)

PEDRA 1:  (1:29)

MÚSICA 3

MÚSICA 3: https://www.youtube.com/watch?v=FYQUa3we6Vg

 

LOC: “Eu nom sei se matei”. Música de Ruxe Ruxe. Com ela viajamos a Foz, para ouvirmos un fragmento do teatro de Carvalho Calero. Começamos coa Farsa das Zocas.

ÁUDIO 23

FOZ

 

LOC: E de Foz cruzamos outra vez de Leste a Oeste para chegarmos a Boiro, onde representam o Auto do Prisioneiro.

ÁUDIO 24

BOIRO

 

LOC: Depois deste teatro radiofónico, recuperamos brevemente a poesia. Primeiro  indo a um parque de Ribeira, perto do Instituto Leliadoura.

ÁUDIO 25

POESIA15

 

LOC: E continuamos ao ladinho do mar em Muros:

ÁUDIO 26

FONTEXERÍA: Esculca 10

 

LOC: Da Ria de Muros viajamos terra adentro, mas recordamos o mar com este poema dedicado aos homens e mulheres que nele trabalham: Rebeca do Instituto de AMES.

ÁUDIO 27

AMES 35

 

LOC: Já que estamos en Ames, viajamos a Compostela para passar a noite, antes dum novo dia. O convite é do Instituto Antón Fraguas, das Fontinhas.

ÁUDIO 28

POESÍA 5

 

LOC: Entramos já na recta final do programa. Fazemo-lo recuperando a maneira como o professor nos falava de Rosalia de Castro, Pondal e Ramom Outeiro Pedraio e Castelao. As leituras som dos Institutos do Caraminhal, Cabana de Bergantinhos e Vilagarcía e Rianxo:

 

ÁUDIOS 29, 30, 31 e 32

PÓVOA: ROSALÍA:

NOM 1

PROSA NOM LIT4 Castro Alobre Outeiro Pedraio

NOM 2

 

LOC: Chegamos ao final.

 

Tras este percorrido pola obra de Ricardo Carvalho Calero, deixamos que seja ele mesmo quem viaje a Ferrol pola Ponte das Pias.

O percorrido que iniciamos em Burela com voz caboverdiana finaliza no berce do escritor com esta voz que nos chega desde o Colégio Antonio Faílde de Coles, nas terras ourensás.

ÁUDIO 33

 

 COLES

 

SINTONÍA DE SAÍDA

 

RÁFAGA